Machismo chato de cada dia

Contra o machismo chato de cada (todo) dia. Reunimos intervenções contra o machismo e temas relacionados.

Vote numa feminista!

Criada ontem e com mais de 3.000 curtidas, a página Vote numa feminista parece uma boa bússola para quem procura candidatas com propostas que atendem nossas demandas.



[Na imagem: “Em 2015 quero ser representada por uma feminista!”]

Na página: “Queremos ver mulheres feministas no poder legislativo em 2015 em todos o Brasil. Vote em quem vai ampliar a voz das mulheres!”

Conhece alguma candidata que ainda não está na página? Deixe sua sugestão!

Mudanças melhores e mais rápidas virão quando tivermos maior representatividade política. Pesquise, leia e escolha com sabedoria. Juntas e informadas somos mas fortes!

Aprendendo!

Vamos aprender um pouco? Com um mínimo de esforço é possível não dizer coisas ofensivas!

Não sabemos tudo, então precisamos aproveitar as oportunidades de aprender. Esse material produzido pela SDH - Secretaria de Direitos Humanos: http://www.sdh.gov.br/ é simples, direto e esclarecedor.

Eu aprendi com essa imagem. Compartilhe!



Na imagem:

Não use: deficiente, inválido, doente e excepcional
Use: Pessoa com deficiência

Não use: Portador de síndrome de Down, retardado e portador de retardamento mental
Use: Pessoa com síndrome de Down

Não use: Doença genética
Use: Condição genética

Não use: Pessoa especial, com necessidades especiais
Use: Necessidades específicas

Não use: Trabalhadores com deficiência são melhores, pessoas com síndrome de Down são anjos, ingênuos e carinhosos
Use: Evite estereótipos

Não use: Defeituoso, condenado, erro genético e anomalia
Use: Palavras positivas ou neutras

Não use:O risco de ter uma criança com síndrome de Down
Use: A probabilidade/as chances de ter uma criança com síndrome de Down

Violência contra as mulheres na Marcha das Vadias São Paulo 2014

Um relato muito importante de quem esteve na Marcha das Vadias SP.

O machismo institucionalizado permite que um palhaço agrida uma mulher em plena marcha, com centenas de mulheres por perto. A certeza da impunidade é suficiente para estimular a violência contra as mulheres.

Junto disso, temos a descabida violência policial unida a esse mesmo machismo institucionalizado. Se a culpa sempre cai na vítima, que é sempre chamada de vadia e similares, imagine se ela tiver mesmo essa palavra escrita no braço?

Esse acontecimento na marcha das vadias SP foi um tremendo tapa na cara de nós mulheres que lutamos pela nossa liberdade e por respeito, e serve para lembrar a prisão de uma companheira na última marcha das vadias Guarulhos.

Basta de machismo e violência policial!

Clique na imagem para ampliá-la.



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16 de maio, aniversário de Maria Gaetana Agnesi



Maria Gaetana Agnesi foi mais notável do que podemos avaliar.

Nascida em 16 de maio de 1718, foi linguista, filósofa e matemática e a primeira mulher a ser nomeada professora de matemática em uma universidade.

Autora de inúmeros estudos importantes, um detalhe especial que chamou a atenção foi saber que Maria Agnesi compôs um discurso em latim sobre o direito das mulheres de receber educação. Aos nove anos de idade!

Mais uma mulher inspiradora para começarmos a conhecer e passarmos a homenagear.

Hoje ela está sendo homenageada no Google, que fez um doodle animado com a “curva de Agnesi”.



http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Gaetana_Agnesi

Petição para aprovaçãodo projeto de lei de identidade de gênero (PL João W Nery 5002/2013

O projeto de lei de identidade de gênero (PL João W Nery 5002/2013) precisa ser aprovado!

Todas as pessoas merecem ter sua identidade respeitada.



Contribua assinando a petição do Avaaz:

https://secure.avaaz.org/po/petition/Presidente_da_Camara_dos_Deputados_Aprovar_o_projeto_de_lei_de_identidade_de_genero_PL_Joao_W_Nery_50022013/

“Vai possibilitar que as pessoas travestis, transexuais e demais transgêneros modifiquem seus documentos de forma a que o estado brasileiro reconheça suas identidades de fato, sem precisar mover a máquina do judiciário, contratar advogados, necessitar de autorizações e laudos de médicos e psicólogos, apenas procurando o cartório que lavrou a certidão de nascimento.

É importante frisar que o direito a ter a identidade reconhecida toca diretamente um dos princípios fundamentais da Constituição Federal e um dos pilares do estado democrático de direito: a dignidade da pessoa humana. Dar a uma pessoa o direito de ser respeitada de acordo com o nome e o gênero que ela reconhece como seu é dar a ela o direito de ter sua dignidade preservada, inclusive conforme preconizam os princípios de Yogyakarta, que dizem respeito à legislação internacional dos direitos das pessoas LGBTs.

Atualmente no Brasil promotores e juízes embasam-se na lei de registros públicos (que é de 1973!) para deferir ou indeferir o direito de uma pessoa trans alterar seu documento, de modo geral continuam pensando que genital define o gênero das pessoas, de forma que obrigam as pessoas trans a se submeterem a uma cirurgia de transgenitalização para ter esse direito assegurado. Vale lembrar que só há 4 hospitais públicos no Brasil realizando essa cirurgia, em que a fila demora décadas; e no particular a cirurgia custa para mais de 30 mil reais. Também é bom salientar que nem todas as pessoas trans querem se submeter a essa cirurgia, e de qualquer forma necessitam que o estado brasileiro reconheça suas identidades para que possam alçar à condição de cidadãos e cidadãs plenas.

Para ler a íntegra do projeto de lei, acesse: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=E07008A30923C7759F6A01516ADF627B.proposicoesWeb1?codteor=1059446&filename=PL+5002/2013"

Grafitar até a a cultura feminista impregnar

Intervenção em BSB.



“Grafitar até a a cultura feminista impregnar” ‪

Manifesto de Repúdio ao racismo presente na PUC Campinas

Original: http://blogueirasnegras.org/2014/05/10/manifesto-de-repudio-ao-racismo-na-puc-campinas/

"O racismo é uma violência que mata, adoece, incapacita. É dever de toda instituição educacional não apenas entender mas garantir que o lugar do negro seja dentro da sala de aula como estudantes, professores e pesquisadores. Essa inclusão deve ser quantitativa e prezar pela qualidade, pela promoção de um ambiente seguro onde cada estudante negro possa desenvolver todo seu potencial acadêmico.

Negar o racismo é mais uma estratégia de manutenção do racismo. Num país como o nosso, onde o racismo é um elemento estruturante dessa sociedade, não se pode fechar os olhos para quando atitudes assim acontecem. O dever de uma instituição de ensino é promover o debate, fomentar a discussão e, acima de tudo, não ser conivente com tais práticas. Não pode incorrer em violentar duplamente quem está sendo a vítima.

Necessário e urgente perceber que a população negra vem sendo há séculos violentada e tendo seu acesso à cidadania negado por conta desse sistema ideológico que visa mantê-la à margem da sociedade. Logo, quando uma denúncia é feita, está se combatendo esse sistema e não pessoas. Pessoas que sentem ofendidas com determinadas denúncias são as mesmas que estão sendo privilegiadas há gerações por esse mesmo sistema. Questionar privilégios é o primeiro passo para se combater o racismo.

Como entender que uma instituição universitária que se diz compromissada com valores como solidariedade, compromisso social, pró atividade, responsabilidade com a formação integral da pessoa humana possa aceitar que atitudes racistas sejam repetidas vezes apresentadas por seus alunos? E, diante das denúncias deste racismo, argumentar cinicamente que aqueles que estão sendo denunciados estão se sentido prejudicados? Como essas pessoas podem se dizer ofendidas pelo fato de uma aluna negra denunciar o racismo que sofre?
Por que se ofendem com a denúncia e não com o racismo que violenta? Estes são questionamentos necessários para quem diz querer combater esse mal.

Stephanie Ribeiro, mulher, negra, feminista, única estudante de Arquitetura e Urbanismo numa turma com outros 200 não negros teve sua liberdade de expressão cerceada quando seus comentários nas redes sociais sobre o racismo sofrido se tornaram conversas nos corredores da instituição. Logo em seguida, alguém e sentiu confortável o bastante para pixar em seu armário uma frase que em retrospecto parece profética - “Não ligamos para as bostas que você posta no Facebook”. Essa também tem sido a resposta própria PUC Campinas
que, além de não verificar as denúncias sobre as violências a que tem sido submetida a estudante e providenciar a devida assistência agora compactua para a promoção do racismo ao retirar a jovem da sala de aula e submetê-la a uma reunião com diretores da instituição, onde foi informada de que Pais, Alunos e Professores estão se sentindo prejudicados por suas denúncias.

Racismo jamais é um mal entendido da parte de quem o sofre, a preocupação destas pessoas e da própria PUC Campinas deveria ser com a existência de tamanha violência dentro da instituição, ao invés de possuírem a necessidade de mascará-lo com o argumento de que somos todos humanos e desta forma tratados da mesma maneira.

Utilizar a desculpa de que somos todos humanos só encoberta a questão do racismo, não se pode invocar o conceito de igualdade abstrata quando na prática, o que se verifica é a desigualdade; a começar pelo número de estudantes negros e negras e do corpo docente. Apenas dizer “somos todos humanos”, é mais uma forma de manutenção de poder e das opressões sabemos que socialmente uns são mais humanos do que outros. Que somos tratados desigualmente.

Negar o racismo é ser conivente com ele. Exigimos que as denúncias feitas sejam averiguadas e que Stephanie Ribeiro tenha salvaguardado seu direito de frequentar a universidade sem ser hostilizada e intimidada.

Repudiamos as atitudes racistas sofridas por Stephanie Ribeiro e consequentemente a inércia da instituição PUC Campinas ao não tomar uma atitude condizente com o enfrentamento do racismo, ser conivente com ele.

Não admitiremos que mais uma vítima seja silenciada, que mais um relato seja deslegitimado e que um crime seja tratado com a naturalidade de um sistema que cerceia direitos e violenta pessoas. Não aceitaremos que a hegemonia branca atinja e prejudique nosso direito a uma educação digna. Exigimos que as denúncias de racismo sejam apuradas bem como a integridade física e psicológica da aluna seja garantida.

São Paulo, 09 de Maio de 2014 

SUBSCREVEM ESTE DOUMENTO

Entidades, organizações e movimentos sociais:
Blogueiras Negras – blogueirasnegras.org;
FPLP-SP – Fórum de Promotoras Legais Populares de São Paulo;
FME-SP – Fórum Municipal de Educação de São Paulo;
Mapô - Núcleo de Estudos Interdisciplinar em Raça, Gênero e Sexualidade da
UNIFESP - Guarulhos;
NNUG - Núcleo Negro UNIFESP Guarulhos;
Coletivo de Mulheres da Baixada Santista;
Moce você é Racista – fb.com/ pages/Moçe-Você-É-Racista/586164718067661;
Gorda e Sapatão – gordaesapatao.com.br;
COEP - Comunidade de Olho na Escola Pública;
Coletivo Meninas Black Power;
Coletiva das Vadias de Campinas;
Machismo Chato de Cada Dia - fb.com/MachismoChatoDeCadaDia;
Blogueiras Feministas ;
APROPUCSP- Associação dos Professores da PUCSP;
Coletivo Revide;
Marcha das Vadias Curitiba;
Núcleo de Consciência Negra na USP;
Coletivo Transfeminismo;
COMULHER - Comunicação Mulher;
Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiro do Sindicato dos Jornalistas Profissionais
do Rio Grande do Sul;
Coletivo Negrada;
Entre Luma e Frida;
Centro Acadêmico XXXI de Outubro - Escola de Enfermagem da USP;



Juristas, professores/as e personalidades: “

Serviço: Disque 100 - Direitos Humanos

O Disque 100, conhecido serviço criado por ONGs em 1997 e assumido pelo governo federal em 2003, tinha como objetivo inicial ser um canal de denúncias de abuso e exploração de crianças e adolescentes.

Atualmente sua área de atuação se expandiu e o Disque 100 interfere também em casos que “violem os direitos das minorias, como pessoas em situação de rua, idosos, pessoas com deficiência e população LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais)”.





A informação abaixo consta na cartilha do Disque 100:

Funcionamento:

O Disque 100 funciona diariamente, das 8h às 22h, inclusive fins de semana e feriados. A ligação é gratuita e o usuário não precisa se identificar. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas, no prazo de até 24h, aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização, priorizando o Conselho Tutelar.

O Disque 100 pode ser acessado por meio dos seguintes canais:

• Ligação gratuita para o número 100 (no Brasil);
• Em outros países através do número: 55 61 3212-8400 (ligação tarifada);
• Através do e-mail: disquedenuncia@sedh.gov.br”


Cartilha do Disque 100: http://portal.mj.gov.br/sedh/spdca/T/cartilha_disque_100_21x21_1512.pdf

Campanha de Prevenção à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes - Cartilha Educativa: http://www.crianca.mppr.mp.br/arquivos/File/publi/sedh/cartilha_educativa.pdf

Disque Direitos Humanos - Ligue 100 - Quadrinhos: http://www.crianca.mppr.mp.br/arquivos/File/publi/sedh/disque_direitos_humanos.pdf

Ouvidoria - Disque 100: http://www.sdh.gov.br/disque100/ouvidoria-disque-100



Lembrando que pornografia infantil pode ser denunciada nos seguintes sites:

Safernet: http://www.safernet.org.br/site/denunciar

Polícia Federal: http://denuncia.pf.gov.br/

Algumas notícias da semana - 1 a 8 de Novembro/2103

Algumas notícias da primeira semana de novembro de 2013:


Implicam com o título, mas a verdade é que cu de bêbado tem dono sim. Obrigada, Thays, por levantar esse assunto que precisa urgentemente ser discutido.



Aluna de Direito e sua monografia “Cu de bêbado tem dono sim”, sobre estupro de mulheres que estão bêbadas (ou “estupro de vulnerável em caso de embriaguez feminina”).

http://oglobo.globo.com/educacao/de-bebado-tem-dono-sim-diz-monografia-sobre-estupro-de-mulheres-embriagadas-10642263

Nadejda Tolokonnikova, integrante do grupo Pussy Riot, ficou desaparecida por 10 dias.




A nova informação é que ela foi transferida para um campo de trabalho na Sibéria como punição por seus protestos, inclusive os relatos de maus tratos recebidos na prisão.

http://www.esquerda.net/artigo/artista-das-pussy-riot-foi-enviada-para-campo-de-trabalho-na-sib%C3%A9ria/30124 Aviso de conteúdo: abuso de menores

O título da notícia tem seu quê de absurdo quando tenta reduzir o abuso à palavra “acariciar”: “Professor é afastado após divulgação de vídeo onde aparece acariciando aluna de 11 anos”

A criança, inocente, ainda tenta defender o professor. Ela é a vítima, não a pessoa que deve ser culpada pelo ocorrido. A responsabilidade sobre o atos nojentos é apenas do criminoso, que usa sua posição de autoridade para cometê-los.



[Na imagem: uma garota em frente a uma régua para medir sua altura, indicando que ela ainda é pequena. O texto: “Um país que quer ser grande tem que proteger quem não terminou de crescer. Disque 100. O número do crescimento social do Brasil”.]

Disque 100 para denunciar abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.


Ok, o criminoso foi afastado. Agora prisão nele! Lugar de estuprador é na cadeia, não em sala de aula, nem em nenhum outro lugar.

http://oglobo.globo.com/educacao/professor-afastado-apos-divulgacao-de-video-onde-aparece-acariciando-aluna-de-11-anos-10714020#ixzz2k1W7Ctta

Após a saírem da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, presidida pelo deputado-pastor Marco Feliciano e que se tornou o exato oposto do que o nome sugere, alguns parlamentares estão articulando para um novo cenário em fevereiro de 2014, quando será feita a troca do presidente da comissão.Que seja alguém realmente comprometido com a causa.



Além disso, a subcomissão de Direitos Humanos e Minorias criada dentro da Comissão de Cultura foi extinta de forma arbitrária. O presidente da Câmara, Henrique Alves, responsável pela decisão, “disse ter atendido pedido do deputado João Campos (PSC-GO), por entender que a comissão de Cultura estava “invadindo as prerrogativas da Comissão de Direitos Humanos””. Quando o que a subcomissão fazia era justamente o contrário. É muita cara de pau.

“Contra ‘retrocesso’, parlamentares planejam retomar Comissão de Direitos Humanos”:

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2013/11/parlamentares-querem-maior-comprometimento-da-camara-com-direitos-humanos-em-2014-2657.html


O site TransEmpregos, indicado aqui, foi matéria da Folha e do Estadão. Parabéns às pessoas que idealizaram esse projeto e o colocaram em prática. Que mais vagas continuem surgindo!




“Há vagas para transexuais e travestis”:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,ha-vagas-para-transexuais-e-travestis,1093997,0.htm

“Plataforma só para profissionais transgêneros já tem 160 cadastrados”:

http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2013/11/1368128-plataforma-so-para-profissionais-transexuais-ja-tem-160-cadastrados.shtml


Uma organização chamada Terre des Hommes foi responsável pela localização de 1000 pedófilos na internet, usando como atrativo a imagem de uma criança criada virtualmente.

Mais de 20 mil predadores de 71 países diferentes entraram em contato com ela.



http://www.updateordie.com/2013/11/07/a-garota-virtual-que-ajudou-a-cacar-mais-de-mil-pedofilos-online/

Fantasias de qualquer-coisa-sexy para o Halloween

Não é a primeira vez que encontramos fantasias de Halloween que fazem o radar do machismo apitar com todas as forças.

Assim como o portal de “notícia” que fez um álbum de fotos com mulheres de diferentes nacionalidades e chamou de “cardápio”, as fantasias abaixo também fazem essa sugestão. E é claro que não basta ser uma “comida”, tem que ser uma comida “sexy”.





Milho (milho!) sexy




Pizza sexy




Hambúrguer sexy




Comida chinesa sexy




Batatas fritas sensuais




E, acredite se quiser, isso é um cookie


Na onda de fetichização de elementos infantis temos:




O giz de cera sexy. (Sério? Um vestido tubinho e um chapéu ridículo na cabeça?)




Meu pequeno e sexy pônei




Sexualização óbvia da imagem infantil




Será que alguém tem mesmo a coragem de vestir isso?




Já essa fantasia é um saco de corpos. Isso mesmo. Ultrapassa a barreira do machismo e entra no mórbido, assim como o próximo exemplo.




Dividindo com o “saco de corpos” o título de campeã do mau gosto, essa fantasia tem o nome de “Anna Rexia”, fazendo clara referência à anorexia. Na descrição: “Você nunca é muito rica/o ou muito magra/o”.


As imagens resumem o conceito de sexy: um corpo magro dentro dos padrões, vestidos em roupas justas que simbolizem qualquer coisa (qualquer coisa mesmo). Atenção para o “magro”, porque realmente não há nenhuma mulher gorda com fantasia sexy nesses sites. Um pouco da gordofobia do dia a dia também na festa de Halloween.

Importante lembrar: não há nada de errado em sentir-se sexy ou fantasiar-se de maneira sensual. O questionamento é sempre sobre a falta de outras possibilidades e sobre a padronização dos conceitos de “belo” e “atraente”. Isso sim é a coisa mais assustadora do Halloween.

Qualquer mulher pode ser sexy e isso não tem nada a ver com a roupa ou o peso.



Leia os outros posts sobre o assunto:

O sexismo nas fantasias de Halloween (em imagens)

Fantasias de Halloween para mulheres


A maioria das imagens do texto foram retiradas dos links:
http://happyplace.someecards.com/18527/the-most-bizarre-sexy-halloween-costumes/page/2
http://www.ohgizmo.com/2013/10/08/sexy-version-of-bizarre-halloween-costumes/
http://www.xojane.com/issues/offensive-halloween-costumes