Dossiê Mulher e a dura realidade

O Dossiê Mulher, documento criado pelo ISP (Instituto de Segurança Pública), tem o objetivo de traçar um diagnóstico dos principais crimes relacionados à violência contra a mulher. A sétima edição do dossiê apresenta informações sobre o ano de 2011 com base nas ocorrências registradas nas delegacias do estado do Rio de Janeiro.

Estima-se que no ano passado 335 mulheres foram estupradas por mês no Rio de Janeiro. Das 4.871 vítimas de estupro, 82,6% eram mulheres e metade delas menores de 14 anos de idade. Comparado ao ano anterior, houve o aumento de 7,2% no total de estupros registrados.

Mais de 70% desses abusos aconteceu dentro de casa e mais da metade deles foi cometido por conhecidos da vítima. Em 30% dos casos os agressores eram os pais, padrastos ou outros parentes.




Clique na imagem para acessar o Dossiê Mulher 2012.


Essas informações do Dossiê Mulher servem para desmitificar o estupro e acabar principalmente com o argumento que estupradores são “malucos”. Estupradores são homens comuns (des)educados numa sociedade machista e encorajados a tomar mulheres, se possível com consentimento.

O fato da maioria das agressões ocorrer em casa mostra o quão enraizado está esse problema. Assistir mulheres validando o estupro mostra o caminho complicado que ainda temos pela frente. Saber que muitas vítimas são crianças é um alerta para sempre observarmos as crianças ao nosso redor, principalmente se houver grandes mudanças no comportamento ou se apresentarem sinais de depressão.

Essa reportagem exibida no 02 de agosto de 2012 no Jornal do SBT, afirma que os estupros aumentaram 24% no primeiro semestre de 2012 na cidade de São Paulo. Esse ano foram registrados 1473 casos contra 1186 em 2011. No vídeo há também o retrato falado de um estuprador que ataca na Zona Leste da cidade.

Estupro é sempre um assunto incômodo e triste, mas não podemos ignorá-lo.

O Dossiê Mulher 2012 pode ser visto aqui.

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