Beijar à força é crime

O carnaval é para ser legal para todxs e para isso tem que haver respeito.


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Beijar à força é crime. Agarrar uma mulher contra a vontade dela, também. Não seja esse cara. Curta o carnaval com respeito e dignidade.

Respeite meu direito de curtir!

Fizemos essa imagem para o carnaval, mas a dica é para o ano inteiro:






Tem coisa mais chata e desrespeitosa do que aquele cara que para curtir tem que estragar a sua diversão?


O papo é direto:

“Respeite meu direito de curtir. Não me toque sem ser convidado.”

Dispensamos a “meia-entrada nas festinhas”

Rafinha Bastos não é de todo inútil. Pode ser que ele esteja usando desesperadamente da polêmica para se promover, mas nós é que vamos nos aproveitar disso.

Ele vai servir de exemplo para desmitificarmos essa besteira:




Clique na imagem para vê-la maior (ou não). Link da declaração no Facebook.

“Cadê o movimento feminista para lutar contra o tratamento diferenciado que a mulher recebe ao pagar meia entrada na festinha?” (falta de criatividadzzzZZZzzz)


Esse é um dos argumentos mais usados por aí: que lutamos por direitos iguais até chegar a oportunidade de pagar meia entrada na festinha. Usar isso como justificativa contra o feminismo é das duas, uma (ou as duas, vai): ignorância ou má fé. Caso seja só ignorância, vamos lá:


Qual é o motivo das mulheres pagarem menos? É porque os donos são bonzinhos só com as mulheres? Preconceito com os homens? É claro que não!

Essa é uma tática conhecida para atrair mais mulheres, que por consequência atraem mais homens, e assim lucra-se mais. Simples. As mulheres são usadas como iscas. Não achamos isso positivo e gostaríamos muito que isso acabasse, porque, sinceramente?, isso nos atrapalha e é ofensivo de muitas maneiras.




Dispensamos a “meia-entrada nas festinhas”


Duas coisas que os opositores desocupados parecem não entender:

- Nós discordamos dessa prática discriminatória e vamos ficar muito felizes se ela acabar, mas no momento não podemos gastar nossas forças para acabar com ela. Não é xaveco, é sério. Muitas pessoas realmente morrem e muitas outras morrem por dentro vítimas de violência motivada por gênero, orientação sexual ou cor. Estamos realmente ocupadas. Então…

- sempre que sentirem que seus direitos estão sendo ameaçados, lutem por eles. Lutem vocês para pagarem o mesmo que as mulheres pagam na festinha. Não estão amarrados! Sigam nosso exemplo e cobrem dos estabelecimentos um tratamento igualitário. Façam o trabalho de vocês.


Avante! Continuaremos não nos calando.

Meu senso crítico não é TPM




Aproveitamos essa onda de protestos para acabar com um mito. As mulheres cis estão cansadas de serem pautadas pela TPM. É só começar um desabafo de indignação, protesto, que ao fim, quase que invariavelmente, vem a afirmação “É TPM”.

Esse jargão é usado para descaracterizar qualquer reclamação que façamos e desmerece nosso discurso antes de o fazermos.

Não seja ignorante. Não pergunte “está de tpm?”. Ao invés disso, escute o que a interlocutora tem a dizer. Não somos animais irracionais. Nosso senso crítico não é uma questão biológica.

Uma “fase” longa



“82 anos (e nove meses) sendo gay! Mas talvez eu esteja apenas passando por uma fase.”


Um ótimo toque para quem não se cansa de dizer que a homossexualidade é uma fase. Respeite. Ouça, aprenda. Só fale com propriedade sobre você. Não invada o espaço d@ outr@.

É um bom começo.


Imagem do Tumblr A Polenta.

Machismo chato na França

As francesas lançaram uma petição online pedindo a mudança da sigla sexista que havia sido adotada recentemente pela Biblioteca Municipal de Bordeaux: Bi.M.Bo.

Segundo o texto da petição, o termo bimbo é um estereótipo machista e humilhante, e portanto um insulto, que significa mulher superficial e estúpida. Elas pediam que a biblioteca escolhesse um acrônimo digno da instituição e de toda a humanidade.




Racismo, sexismo e homofobia não são permitidos nesta área.


Porém, no último minuto, depois de feito o logotipo, a Biblioteca retrocedeu e resolveu por Bi.Bo. Vitória para elas, para tod@s nós!

Link para a notícia. (em francês)

Imagem retirada da postagem do Slut Walk France 2011 no Facebook.

Piadas ou ofensas?




Nada mais cínico do que vestir de piada uma ofensa.

A piada machista, algumas vezes contada ingenuamente, tem o intuito de apontar diferenças de forma agressiva, menosprezar e subestimar comportamentos e generalizar o gênero.

É um jeito covarde de agredir sutilmente (ou às vezes de forma não tão sutil) e esconder-se atrás da bandeira do “humor” (ou da pobreza de taxar qualquer reclamação de “chatice politicamente correta”).

Ao contrário do que os defensores desse tipo de piada dizem, esse riso não une, mas afasta.

O humor que consiste na humilhação ou degradação não é humor. É outra coisa, e bem baixa.

Piadas machistas são uma ofensa cínica às mulheres.

Estupro não é sexo

Para aqueles que insistem em achar que o estupro é uma forma de sexo. Estupro não é sexo, é violência.





As palavras “comeu”, “pegou”, “deu”, “transou”, “meteu”, “furou”, entre outras, não são as palavras certas para se referir ao ato de fazer sexo sem o consentimento da outra pessoa.

O nome disso é estupro. Ah, o nome é forte demais? A atitude é pior.